Na manhã de sábado, eu acordei com mais preguiça do que eu esperava. Eu mal conseguia abrir os olhos e a voz da minha mãe me chamando pela 43ª vez já tinha se tornado insuportável.
Eu estava azeda.
O relógio anunciava que já eram um pouco mais de 8 horas e eu ainda não tinha movido um metacarpo sequer para levantar da cama. Minha mãe não parava de ressaltar que eu tinha que acordar logo porque eu tinha que fazer um maldito exame de sangue. Passei as mãos pela nuca e, logo depois, no travesseiro: Ambos estavam ensopados. Foi aí que eu me dei conta da gravidade do problema. Entenderam a situação?
Pelo menos em São Paulo, uma onda de calor vem pertubando, não só à mim, mas - certamente - à toda a população. As noites se tornaram asfixiantes e, um fio de cabelo que se move causa litros de suor.
TÁ FODA.
Por isso, eu, que estou morrendo na mesma proporção, vou tentar dar algumas dicas para você se afastar do epicentro do inferno no qual foi jogado assim, sem mais nem menos.
1) Beba muita água.
E faça isso como se fosse o seu único meio de sobrevivência. Imagine que você está no meio de um deserto.Você olha para os lados e não existe nada, a não ser areia e ar seco. O calor se transforma em massa e você se sente pesado, prestes a virar uma poça de suor quando, de repente, um copo de água gelada trincando e clamando seu nome salta sobre seus olhos. Você deve encarar essa situação desse jeito, como se sua água fosse algo precioso. E então, consuma sua bebida dos deuses loucamente.
2) Tome banho constantemente.
Pelo menos uns 4, para tirar a catinga. Porque, todos sabemos que, por mais que tomemos banho, o suor parece que impregna na gente. Por isso, abuse do chuveiro mesmo. E se for preciso, lave o cabelo em todas as vezes, só pra garantir a limpeza profunda dos poros.
3) Vista SEMPRE roupas leves.
Ou, se estiver sozinho no recinto, fique peladão mesmo, por que não? Quanto mais roupas vestimos, mais calor nós retemos. Então, não tenha vergonha de sair na rua com um short um pouco mais curto ou regata. Se você está com calor, iniba as roupas em excesso, não a você mesmo.
4) Tenha um ventilador em mãos.
Nesses dias, o ventilador é o nosso melhor amigo. Sempre deixe o ventilador ligado no mínimo, oposto ao seu corpo, quando você estiver presente. O ar tem que circular e, se deixá-lo concentrado em uma parte só (ou seja, seu corpo), você pode pegar uma gripe. E eu te digo, "gripe de calor" é a que mais demora pra sarar. Ah, e mais uma coisa: nunca durma com o ventilador ligado porque, além da gripe, ele pode dar um curto-circuito por estar muito quente.
5) Ande com um kit sobrevivência.
Sempre tenha um kit anti-calor na bolsa: Uma garrafinha de água, protetor solar, boné e toalhas/lenços. Nunca se sabe o que pode acontecer...
E depois dessas dicas um tanto amadoras, aproveite esse verão prolongado (e bem folgado. Hey verão, você já teve sua vez. Deixa o outono brincar!). Vá ao parque, ao clube, ande de bicicleta e pegue uma corzinha. Você não quer virar uma pessoa sedentária com bronzeado de escritório que escreve coisas sem sentido em um blog chamado Divisão Binária, não é?
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segunda-feira, 28 de março de 2011
domingo, 27 de março de 2011
Assaltaram a gramática.
Eu sou uma pessoa bem chata, não vou negar... Boto defeito em tudo, não estou nem aí para o que pensam dessa minha mania. Sou do tipo que gosta de tudo certinho. (Não confundam com TOC, por favor). Mas se tem uma coisa que eu não suporto - leia-se "quero matar o filho da puta que me comete uma atrocidade dessas" - nesse mundo são erros de ortografia.
Cara, me incomoda demais. Quando eu leio um desses, é como se, instantaneamente, me desse uma coceira insuportável. Como se aqueles erros transmitissem sarna. Não consigo disfarçar, ainda mais quando os erros são ditos, em alto e bom som. Eu até tento, ATÉ TENTO, virar o rosto pro lado, fingir que eu não ouvi, mas é fato:
EU NÃO CONSIGO CONVIVER COM ISSO.
E o pior é que não é nem culpa das pessoas. A culpa é desse pedaço de terra com 511 anos de idade chamado Brasil. Português é a língua mais difícil do mundo - no popular, cheia de viadagem - e, se nem nós conseguimos falar direito, imagina o pessoal lá de fora?
Deveria existir um sistema anti erros ortográficos. Você instala no ouvido e aciona o alarme. Deixa lá, preparado, pra quando você for ler uma frase dessas:
Minina vo ti passa aquela dieta q a minha ermã mim deu quando ela quiz esmagrece. Mais cuidado viu voçe ate podi pega uma elergia depemdendu de como seu corpo vai reaji.
Isso é o Brasil, meus queridos. Cada vez mais cresce o número de pessoas que escrevem/falam uma frase assim. Essa é a educação que o seu filho recebe. Erros de concordância até passam. Mas os de ortografia, meu pai do céu... Graças à isso, cresce o número de desempregados (porque, se for pra pegar um currículo de uma pessoa assim, prefiro que a minha empresa afunde) e, se você for ver, o preconceito também aumenta. Por que, ao invés de se preocuparem TANTO em transformar o Brasil num país desenvolvido SÓ na economia, não dão um jeito na educação? Se for pra andar pra frente, leva tudo junto, não só um fator...
Brasil, um país de todos...
De todos os analfabetos, de todos os alienados, de todos os ignorantes, de todos mesmo. O Lula tá aí pra comprovar.
Cara, me incomoda demais. Quando eu leio um desses, é como se, instantaneamente, me desse uma coceira insuportável. Como se aqueles erros transmitissem sarna. Não consigo disfarçar, ainda mais quando os erros são ditos, em alto e bom som. Eu até tento, ATÉ TENTO, virar o rosto pro lado, fingir que eu não ouvi, mas é fato:
EU NÃO CONSIGO CONVIVER COM ISSO.
E o pior é que não é nem culpa das pessoas. A culpa é desse pedaço de terra com 511 anos de idade chamado Brasil. Português é a língua mais difícil do mundo - no popular, cheia de viadagem - e, se nem nós conseguimos falar direito, imagina o pessoal lá de fora?
Deveria existir um sistema anti erros ortográficos. Você instala no ouvido e aciona o alarme. Deixa lá, preparado, pra quando você for ler uma frase dessas:
Minina vo ti passa aquela dieta q a minha ermã mim deu quando ela quiz esmagrece. Mais cuidado viu voçe ate podi pega uma elergia depemdendu de como seu corpo vai reaji.
Isso é o Brasil, meus queridos. Cada vez mais cresce o número de pessoas que escrevem/falam uma frase assim. Essa é a educação que o seu filho recebe. Erros de concordância até passam. Mas os de ortografia, meu pai do céu... Graças à isso, cresce o número de desempregados (porque, se for pra pegar um currículo de uma pessoa assim, prefiro que a minha empresa afunde) e, se você for ver, o preconceito também aumenta. Por que, ao invés de se preocuparem TANTO em transformar o Brasil num país desenvolvido SÓ na economia, não dão um jeito na educação? Se for pra andar pra frente, leva tudo junto, não só um fator...
Brasil, um país de todos...
De todos os analfabetos, de todos os alienados, de todos os ignorantes, de todos mesmo. O Lula tá aí pra comprovar.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Estação...
Depois eu me desculpo por demorar TANTO tempo para voltar a escrever.
São Paulo é a maior cidade do Brasil. É o que todo mundo diz.
E todo mundo diz que São Paulo é a terra do congestionamento, o nascimento dos carros engarrafados, das rodovias e estradas super lotadas de sucatas, com motoristas estressados. Isso porque essas pessoas não moram aqui.
Hoje, eu vim para Diadema no circuito ônibus-metrô-trem-trólebus-ônibus e vou te dizer uma coisa: não é fácil. Não só por que é um puta dum rolê, mas porque tem muita gente.
Muita gente MESMO.
Saí de casa às 15:00. Tomei um ônibus na José Elias e desci na Vila Madalena. Comprei minha passagem e passei pela catraca. Fui até o portão esperar o metrô. Eu ia descer na Ana Rosa.
Até aí, tudo bem.
Passou-se a estação Sumaré. Metrô vazio até aí. Então, ela chegou...
Estação Consolação. A gravação anunciou.
E o mundo todo entrou no mesmo vagão.
Me senti sufocada, apesar de estar sentada. Olhei para a minha mãe com profundo desespero estampado nos olhos.
Todos descem na Paraíso. Minha mãe disse.
Suspirei. O metrô ficaria vazio uma estação antes que a que eu desceria.
Estação Paraíso. Acesso a linha 1.
O metrô esvaziou. Logo, veio a minha estação e eu desci.
Agora, tínhamos que pegar um trem que nos levaria até o Jabaquara. Fomos até o portão. Mais uma vez, o mundo estava esperando o mesmo trem. Na hora de entrar, todos queriam entrar ao mesmo tempo. O desespero das pessoas por um metro quadrado conforme as estações iam passando era horripilante.
Estação Terminal Jabaquara.
Todos desceram ao mesmo tempo. As pessoas se empurravam para ver quem alcançava a escada rolante primeiro. Para se ter noção, tinha até uma moça com um carrinho de feira e que não fez nem questão de levantar o objeto para subir a escada. E ela estava do lado direito, aonde as pessoas com pressa - no caso, eu e a minha mãe - deveriam passar.
Sendo assim, compramos mais dois bilhetes para podermos pegar o trólebus. Uma fila maior que a do INSS nos impedia. O primeiro estava lotado. O segundo também. O terceiro, quarto e quinto também. E o sexto? Bom, também, mas já eram 16:30 e estava chovendo. Me encaixei naquele metro quadrado entre o cobrador e a catraca, numa posição desconfortabilíssima. E o filho da puta demorou pra chegar no Terminal Diadema.
17:00. Terminal Diadema. Faltava só um ônibus para chegarmos. O ônibus chegou e meu tênis estava desamarrado. Minha mãe teve que pedir para o motorista esperar até eu me reestabelecer. Entramos no ônibus e ele estava vazio. Bom, o corredor estava vazio, os assentos, não. Mas conforme ele ia parando, mais pessoas subiam, até que eu me senti uma completa contorcionista do Cirque Du Soleil, tentando segurar nos "postes" e me equilibrar ao mesmo tempo.
Eu só precisava ouvir uma palavra para me acalmar.
Chegamos.
Com a mochila toda molhada por causa da chuva, as roupas desajeitadas, o tênis mal amarrado e suando feito uma tampa de marmita, eu desci. Amanhã mesmo vou encomendar uma camiseta escrito: Eu sobrevivi ao mata-mata!
Porque, de fato, eu sobrevivi a isso.
São Paulo é a maior cidade do Brasil. É o que todo mundo diz.
E todo mundo diz que São Paulo é a terra do congestionamento, o nascimento dos carros engarrafados, das rodovias e estradas super lotadas de sucatas, com motoristas estressados. Isso porque essas pessoas não moram aqui.
Hoje, eu vim para Diadema no circuito ônibus-metrô-trem-trólebus-ônibus e vou te dizer uma coisa: não é fácil. Não só por que é um puta dum rolê, mas porque tem muita gente.
Muita gente MESMO.
Saí de casa às 15:00. Tomei um ônibus na José Elias e desci na Vila Madalena. Comprei minha passagem e passei pela catraca. Fui até o portão esperar o metrô. Eu ia descer na Ana Rosa.
Até aí, tudo bem.
Passou-se a estação Sumaré. Metrô vazio até aí. Então, ela chegou...
Estação Consolação. A gravação anunciou.
E o mundo todo entrou no mesmo vagão.
Me senti sufocada, apesar de estar sentada. Olhei para a minha mãe com profundo desespero estampado nos olhos.
Todos descem na Paraíso. Minha mãe disse.
Suspirei. O metrô ficaria vazio uma estação antes que a que eu desceria.
Estação Paraíso. Acesso a linha 1.
O metrô esvaziou. Logo, veio a minha estação e eu desci.
Agora, tínhamos que pegar um trem que nos levaria até o Jabaquara. Fomos até o portão. Mais uma vez, o mundo estava esperando o mesmo trem. Na hora de entrar, todos queriam entrar ao mesmo tempo. O desespero das pessoas por um metro quadrado conforme as estações iam passando era horripilante.
Estação Terminal Jabaquara.
Todos desceram ao mesmo tempo. As pessoas se empurravam para ver quem alcançava a escada rolante primeiro. Para se ter noção, tinha até uma moça com um carrinho de feira e que não fez nem questão de levantar o objeto para subir a escada. E ela estava do lado direito, aonde as pessoas com pressa - no caso, eu e a minha mãe - deveriam passar.
Sendo assim, compramos mais dois bilhetes para podermos pegar o trólebus. Uma fila maior que a do INSS nos impedia. O primeiro estava lotado. O segundo também. O terceiro, quarto e quinto também. E o sexto? Bom, também, mas já eram 16:30 e estava chovendo. Me encaixei naquele metro quadrado entre o cobrador e a catraca, numa posição desconfortabilíssima. E o filho da puta demorou pra chegar no Terminal Diadema.
17:00. Terminal Diadema. Faltava só um ônibus para chegarmos. O ônibus chegou e meu tênis estava desamarrado. Minha mãe teve que pedir para o motorista esperar até eu me reestabelecer. Entramos no ônibus e ele estava vazio. Bom, o corredor estava vazio, os assentos, não. Mas conforme ele ia parando, mais pessoas subiam, até que eu me senti uma completa contorcionista do Cirque Du Soleil, tentando segurar nos "postes" e me equilibrar ao mesmo tempo.
Eu só precisava ouvir uma palavra para me acalmar.
Chegamos.
Com a mochila toda molhada por causa da chuva, as roupas desajeitadas, o tênis mal amarrado e suando feito uma tampa de marmita, eu desci. Amanhã mesmo vou encomendar uma camiseta escrito: Eu sobrevivi ao mata-mata!
Porque, de fato, eu sobrevivi a isso.
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