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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Exclusão social.

As exclusões são de uma forma geral, dificuldades ou problemas sociais que levam ao isolamento e até à discriminação de um determinado grupo. Wiki.

Exclusão social equivale ao bullying, mas não quero explicar especificadamente o conceito desses termos. Esse post é mais um desabafo mesmo.

Hoje eu fiquei sabendo de uma coisa que, de alguma maneira, me deixou revoltada. Para evitar possíveis transtornos (maiores dos que virão ao postar isso), vamos chamar as pessoas pelas iniciais.

Enfim, hoje, fazendo o caminho de volta para casa, junto com a A., a F. e a B., a A. me perguntou o seguinte:

- Tá sabendo da festa da P.?

E eu, como sempre, não sei de nada que acontece no mundo, a não ser no meu próprio mundo, respondi com outra pergunta:

- Que festa?
- A festa da P. Hoje, eu tava conversando com a M. e de repente, ela chegou. Perguntou se ela não queria ir na festa dela.
- Ela convidou todo mundo?
- Sim. Menos eu, a F. e você.

Fiquei puta.

Então, a F. se junta à conversa:

- É, eu tava conversando com a R. hoje, na aula de inglês e aí ela surge. "R., vem cá, quero falar com você".

Resumindo, é isso. Agora, analisando.

É o seguinte. Quero deixar bem claro que eu não ligo pra festas ou coisas assim. Como eu sempre digo, eu prefiro jogar videogame aos fins de semana. Mas é assim: vamos ter um pouco de semancol. Se quiser escolher as pessoas que vão na sua festa, faça isso em off. Sabe o que diabos significa a expressão "em off"? Eu acho que não.

Se for pra escancarar a merda da sua festa pros quatro ventos, convide todos. Não cause intrigas numa classe que, na minha opinião, é unida. Demais, até.

Isso, de forma direta ou indireta, é exclusão social. Porque você deve ter motivos pra não querer convidar nós três pra festa. Pode ser afinidade ou qualquer outra desculpa. Talvez não sejamos boas o suficiente pra você nos convidar.

Mas, é isso. Festas são as últimas coisas na minha lista de preferências. Eu falo mesmo, de boca cheia, ODEIO FESTAS. Agora, uma coisa é você ser discreta. Outra, é você usar sua festa como estratégia de marketing, ou coisa do gênero. E no começo do ano, você me deu um abraço. E hoje, você me convidou pra almoçar na padaria, antes da aula de revisão de Química. Quem é você?

Eu sei que nós nunca conversamos direito, mas em todas as vezes que a gente se falou, mesmo que uma troca de ois, eu sempre te achei legal, pra cima. Uma pessoa que deixa todos felizes. Sério mesmo, sou muito sincera e era exatamente isso que eu pensava de você. Não tô dizendo isso com o intuito de "ah, falando isso, eu vou ser convidada pra festa". Tô pouco me lixando pra essa festa. Só não gostei da sua atitude. É como se tudo o que eu achasse da sua pessoa se esvaisse em questão de milésimos.

Só não pense que eu sou daquelas que querem que a sua festa queime no mármore do inferno. Não sou vingativa. Eu poderia mandar você ir se foder, porque você é uma filha de uma puta, diabo. Mas eu não sou desse tipo. Eu levo as coisas numa boa, mas as pessoas não conhecem o meu "eu" de verdade. Eu tenho o esteriótipo de estressada. Mas sou o contrário. Então, não se preocupe.

Feliz aniversário. Você acaba de perder uma amiga.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Estação...

Depois eu me desculpo por demorar TANTO tempo para voltar a escrever.

São Paulo é a maior cidade do Brasil. É o que todo mundo diz.

E todo mundo diz que São Paulo é a terra do congestionamento, o nascimento dos carros engarrafados, das rodovias e estradas super lotadas de sucatas, com motoristas estressados. Isso porque essas pessoas não moram aqui.

Hoje, eu vim para Diadema no circuito ônibus-metrô-trem-trólebus-ônibus e vou te dizer uma coisa: não é fácil. Não só por que é um puta dum rolê, mas porque tem muita gente.

Muita gente MESMO.

Saí de casa às 15:00. Tomei um ônibus na José Elias e desci na Vila Madalena. Comprei minha passagem e passei pela catraca. Fui até o portão esperar o metrô. Eu ia descer na Ana Rosa.

Até aí, tudo bem.

Passou-se a estação Sumaré. Metrô vazio até aí. Então, ela chegou...

Estação Consolação. A gravação anunciou.

E o mundo todo entrou no mesmo vagão.

Me senti sufocada, apesar de estar sentada. Olhei para a minha mãe com profundo desespero estampado nos olhos.

Todos descem na Paraíso. Minha mãe disse.

Suspirei. O metrô ficaria vazio uma estação antes que a que eu desceria.

Estação Paraíso. Acesso a linha 1.

O metrô esvaziou. Logo, veio a minha estação e eu desci.

Agora, tínhamos que pegar um trem que nos levaria até o Jabaquara. Fomos até o portão. Mais uma vez, o mundo estava esperando o mesmo trem. Na hora de entrar, todos queriam entrar ao mesmo tempo. O desespero das pessoas por um metro quadrado conforme as estações iam passando era horripilante.

Estação Terminal Jabaquara.

Todos desceram ao mesmo tempo. As pessoas se empurravam para ver quem alcançava a escada rolante primeiro. Para se ter noção, tinha até uma moça com um carrinho de feira e que não fez nem questão de levantar o objeto para subir a escada. E ela estava do lado direito, aonde as pessoas com pressa - no caso, eu e a minha mãe - deveriam passar.

Sendo assim, compramos mais dois bilhetes para podermos pegar o trólebus. Uma fila maior que a do INSS nos impedia. O primeiro estava lotado. O segundo também. O terceiro, quarto e quinto também. E o sexto? Bom, também, mas já eram 16:30 e estava chovendo. Me encaixei naquele metro quadrado entre o cobrador e a catraca, numa posição desconfortabilíssima. E o filho da puta demorou pra chegar no Terminal Diadema.

17:00. Terminal Diadema. Faltava só um ônibus para chegarmos. O ônibus chegou e meu tênis estava desamarrado. Minha mãe teve que pedir para o motorista esperar até eu me reestabelecer. Entramos no ônibus e ele estava vazio. Bom, o corredor estava vazio, os assentos, não. Mas conforme ele ia parando, mais pessoas subiam, até que eu me senti uma completa contorcionista do Cirque Du Soleil, tentando segurar nos "postes" e me equilibrar ao mesmo tempo.

Eu só precisava ouvir uma palavra para me acalmar.

Chegamos.

Com a mochila toda molhada por causa da chuva, as roupas desajeitadas, o tênis mal amarrado e suando feito uma tampa de marmita, eu desci. Amanhã mesmo vou encomendar uma camiseta escrito: Eu sobrevivi ao mata-mata!

Porque, de fato, eu sobrevivi a isso.